
De Norte a Sul do Brasil, empresários e produtores rurais se preparam para enfrentar os efeitos do tarifaço de 50% anunciado pelo presidente americano Donald Trump para produtos exportados pelo país para os EUA. Segundo o líder Republicano, a medida começa a vigorar a partir de 1º de agosto, portanto, em 20 dias.
Caso a taxa prometida por Trump se confirme, o Cone Sul de Rondônia, grande exportador de carne bovina (um dos itens atingidos pelo gesto do governo americano, que também tributa outros itens, como café, madeiras e outros), terá sua economia duramente afetada.
Produtores de carne brasileiros dizem que tarifa dos EUA inviabiliza a exportação: alíquota de 50% faria preço médio do produto saltar dos atuais US$ 5.732 por tonelada para cerca de US$ 8.600, o que torna impossível a venda aos americanos, segundo o setor
A região concentra algumas das maiores fazendas de criação de gado em Rondônia, cujo rebanho passa de 16 milhões de cabeça. É no Cone Sul também que ficam grandes confinamentos, alguns deles em Vilhena, que abriga ainda uma planta frigorífica que abate cerca 1.800 animais por dia. A outra unidade industrial está instalada em Chupinguaia.
Ainda não se sabe quanto da carne produzida na região e processada pelos frigoríficos locais é exportada para os EUA, mas como esses gigantes do agro trabalham “em rede”, provavelmente, mesmo as unidades que vendem para a China e o Oriente Médio, podem ser afetadas.
Em carta ao presidente Lula (PT), Trump justificou o tarifaço apontando questões comerciais, mas também alegando a atuação do STF, que estaria sendo injusto com o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo julgamento na Corte deve acontecer ainda este ano, e com possibilidade de condenação a prisão.
Fonte: Folha do Sul