Empresário que foi preso por “conduta inadequada” envolvendo adolescentes em Vilhena apresenta sua versão sobre o episódio

Em nota enviada ao FOLHA DO SUL ON LINE, o empresário que que chegou a ser preso, acusado de “condutas inadequadas” ao abordar adolescentes em uma igreja de Vilhena, apresentou sua versão sobre o ocorrido (CONFIRA AQUI).
O episódio aconteceu na manhã do último domingo, 15, e ganhou grande repercussão na cidade, mesmo com os nomes do acusado e das vítimas tendo sido preservados (LEIA ABAIXO, na íntegra, a manifestação do denunciado).
“- Dói demais esta acusação contra mim
- Uma pessoa da paróquia me orientou a não frequentar a mesma igreja, porém, por mais que eu o respeite e admiro, não devo atender sua solicitação, visto que estou com minha alma tranquila por não ter feito nada contra os ensinamentos que meus pais (“in memoriam”) me ensinaram.
- ?Não consigo entender também como duas pessoas me denunciaram e me expuseram ao ridículo, atingiram minha dignidade e reputação junto a pessoas que eu mais amo, meus filhos, minha irmã, meus parentes e também toda a população da cidade em que moro a 45 anos
- ?Fui caluniado, difamado e injuriado por essas pessoas (as duas que me denunciaram)
- ?Gostaria de uma retratação; primeiro na igreja, segundo na Polícia Militar, terceiro na Polícia Civil e na quarta em todos os veículos de comunicação que noticiaram essa calúnia. E que essa retratação também seja publicada, assim como foi a notícia que me colocou como criminoso.
- ?O que aconteceu: indo para a missa no segundo domingo que participava como membro desta igreja, passando em frente dela, visto que é caminho para uma padaria próxima, vi uma criança andando e se equilibrando em cima de uma guia em frente da igreja, aí eu falei sem parar meu carro: “cuidado para não cair”. Porém, vi que poderia ser a menina que no domingo anterior tinha levado a cruz até o altar no início da cerimônia e, por isso, dei marcha a ré para ver se era ela ou não. Não tive resposta, insisti na pergunta, mas sem sucesso. Fui na padaria, tomei café e pão de queijo e voltei para acompanhar a santa missa. Em nenhum momento a convidei para entrar no carro, como foi noticiado, e digo mais: isto é contra tudo o que penso a respeito.
- ?no domingo dia 15 de março, fui igreja e aconteceram dois fatos
- ?Primeiro, uma menina disse que eu cheguei no começo da missa e sentei ao lado dela. Ela está equivocada, pois fui uma das primeiras pessoas a chegar para a cerimônia, haja visto que a igreja ainda não estava aberta. Quando abriu, entrei em seguida e fui a primeira pessoa a sentar no banco. Fui, inclusive, o primeiro fiel a sentar do lado esquerdo do vão central.
- ?Segundo, sentaram na minha frente três jovens, dois ainda crianças ou adolescentes e um, creio que já de maior; na missa temos vários momentos em que ficamos de pé para ouvir a palavra, e nesses momentos eu vi que ficava um celular no banco. Tive a infeliz idéia de fazer uma brincadeira, que seria pegar o celular e guardar para ver a reação deles quando notassem a falta. Achei bom falar com o menino que estava mais distante do aparelho para que ele visse e que verificaria que seria uma brincadeira, tentei falar no ouvido dele, porém o jovem de mais idade prontamente me afastou do menino. Entendi e achei bom, pois faria a única coisa errada em toda a situação, qual seria fazer esta brincadeira durante a celebração (já pedi perdão por isso)
- ?lendo e ouvindo o noticiário na terça feira, vi que alguém mentiu ao afirmar que não tinha celular próximo.
- ?entendo que isso jamais justificaria mandar me prender; como disse antes, foi e está sendo muito dolorido.
- ?Após a missa relatei o que aconteceu com o jovem de mais idade.
- ?Depois aconteceu o que está sendo noticiado”
Fonte: Folha do Sul