A redação do site Mídia Rondoniense recebeu, nesta tarde, uma série de denúncias graves envolvendo a empresa de segurança "Proteção Máxima", que presta serviços em diversas cidades do interior do estado, como Ouro Preto do Oeste e Jaru.
De acordo com os relatos, os vigilantes estão há dois meses sem receber salários e enfrentam condições de trabalho degradantes.
Os trabalhadores, que pediram para ter suas identidades preservadas por medo de retaliação, afirmam que a empresa não apresenta cronograma de pagamento e nem dá retorno sobre os atrasos. Pais de família relatam que as contas básicas já estão vencidas e muitos já enfrentam dificuldades para colocar comida na mesa.
"Estamos sem vozes. Ninguém da empresa dá um retorno, o regional não fala nada. Nossas contas estão atrasadas, o nome indo para o Serasa e estamos passando necessidade. Só Deus sabe quando vamos receber", desabafou um dos funcionários.
Além do calote salarial, a apuração da Mídia Rondoniense revelou um detalhe ainda mais alarmante sobre o cotidiano desses profissionais. Ao serem questionados sobre as condições nos postos de serviço, os vigilantes confirmaram que a empresa não fornece sequer o básico para a hidratação durante o turno.
"Até a água que a gente bebe, somos nós que temos que comprar e levar. Eles não dão suporte nenhum nos postos", revelou outro trabalhador.
Outro ponto alarmante revelado à reportagem diz respeito às fardas utilizadas pelos vigilantes, que estariam em estado crítico. Segundo os relatos, os uniformes estão extremamente desgastados, alguns chegando a ficar quase transparentes, expondo os trabalhadores a constrangimento e comprometendo até mesmo a segurança nos postos de serviço.
A denúncia aponta que a Proteção Máxima tem um histórico de instabilidade. Recentemente, a empresa teria regularizado os pagamentos de vigilantes que prestam serviço em colégios da região, mas apenas após um longo período de atraso. No entanto, para o restante do efetivo, a situação continua crítica e sem solução à vista.
O espaço segue aberto para que a Proteção Máxima apresente sua versão dos fatos e, principalmente, uma data para a regularização dos pagamentos dos trabalhadores.
