A Polícia Civil de Rondônia esclareceu o homicídio que chocou a população de Cacoal no último fim de semana. A vítima, Gilmar Roberto Chioto, de 54 anos, conhecido como Beto da Agropecuária Colonos, foi assassinada a tiros em uma ação considerada covarde, segundo a polícia.
De acordo com o delegado regional Juarez, responsável pelas investigações, desde o início o principal suspeito já era alvo central do trabalho policial. Conforme relatado, a vítima não possuía histórico de rixas, conflitos ou desentendimentos que indicassem outra linha de investigação.
Segundo o delegado, o suspeito havia enviado mensagens a duas pessoas pedindo que Gilmar se afastasse da mulher com quem mantinha relacionamento, que seria ex-esposa do investigado. Conforme a apuração, o conteúdo dessas mensagens reforçou a suspeita desde os primeiros levantamentos.
No momento do crime, a mulher estava no local e relatou que o autor utilizava capuz, o que impossibilitou o reconhecimento facial. Ainda assim, afirmou ter convicção sobre a identidade do suspeito com base em características físicas e no modo de agir. Um outro depoimento relevante foi prestado pelo cunhado da mulher, que também presenciou a ação e declarou ter gritado pedindo para que o crime não fosse cometido.
Diante desses elementos, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária do investigado, além de mandados de busca e apreensão. Durante a operação, os policiais conseguiram apreender a arma utilizada no crime e aparelhos celulares, que agora passarão por perícia técnica para aprofundar a análise das comunicações.
Mesmo com a autoria já considerada bem demonstrada pela investigação, o suspeito, acompanhado de advogado, confessou o crime durante interrogatório formal. Em sua versão, alegou que estaria sendo ameaçado e tentou justificar a ação com base em conflitos emocionais.
Para a Polícia Civil, no entanto, essa narrativa pode representar apenas uma tentativa de defesa. A linha investigativa aponta, de forma predominante, para um crime passional, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento, sentimento de posse e forte carga emocional.
Para a Polícia Civil, no entanto, essa narrativa pode representar apenas uma tentativa de defesa. A linha investigativa aponta, de forma predominante, para um crime passional, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento, sentimento de posse e forte carga emocional.
O delegado destacou ainda que o investigado possui vida social aparentemente estruturada, sem histórico criminal relevante, o que reforça a tese de um crime cometido sob impulso emocional. O inquérito segue em andamento, aguardando laudos periciais para posterior encaminhamento ao Poder Judiciário.
Familiares e amigos da vítima seguem consternados com o crime, que deixou a comunidade local abalada.
Fonte: Jornal Rondônia