O debate em torno da concessão da BR-364 e dos valores de pedágio tem mobilizado a população de Rondônia e levantado questionamentos legítimos. Diante das dúvidas e das informações que circulam, o senador Confúcio Moura considera seu dever prestar esclarecimentos à sociedade, com transparência, respeito ao cidadão e compromisso com a verdade dos fatos.
A concessão da BR-364 não é uma decisão recente nem fruto da iniciativa isolada de qualquer parlamentar. Trata-se de um processo iniciado em 2019, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro, quando o Ministério da Infraestrutura era comandado por Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo. Desde então, o projeto seguiu um longo e rigoroso percurso técnico, institucional e legal, atravessando diferentes governos e instâncias do Estado brasileiro.
Julho de 2024 – Durante apresentação do ministro dos Transportes do projeto de Concessão da BR-364 à bancada federal de RondôniaConcessões de rodovias federais exigem estudos detalhados de viabilidade técnica e econômica, audiências públicas, análises jurídicas e fiscalização permanente. No caso da BR-364, todo o processo foi conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e submetido ao crivo do Tribunal de Contas da União (TCU), que em 2024 considerou os procedimentos regulares e legais. O leilão ocorreu apenas em fevereiro de 2025, na B3, em São Paulo, com regras definidas muito antes dessa data.
Sobre seu papel institucional, Confúcio Moura esclarece que, à época, como presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, atuou dentro das atribuições que a Constituição confere ao Parlamento: promover debates, participar de audiências públicas e acompanhar processos de interesse do país e, especialmente, de Rondônia.
Senador C onfúcio Moura presidindo a Comissão de Infraestrutura do Senado.O senador destaca que parlamentares não têm poder legal para conceder rodovias, definir valores de pedágio ou escolher empresas concessionárias. Essas decisões cabem ao Poder Executivo federal e às agências reguladoras, sempre sob a fiscalização dos órgãos de controle.
Confúcio Moura nunca negou que foi favorável à concessão, posição que sempre foi pública. O apoio se baseou em um argumento central: a BR-364 é uma das rodovias mais perigosas de Rondônia, com um histórico grave de acidentes e perdas de vidas ao longo dos anos. Para o senador, investir na melhoria da infraestrutura, da sinalização e da manutenção da rodovia é uma medida necessária para preservar vidas.
A preocupação da população com o valor do pedágio é considerada legítima e necessária. A legislação prevê mecanismos de fiscalização, revisão de tarifas e questionamentos administrativos ou judiciais caso haja desequilíbrio contratual ou descumprimento das obrigações previstas no contrato de concessão.
O senador ressalta que não corresponde à verdade atribuir a um único parlamentar a responsabilidade exclusiva pela concessão ou pelo preço do pedágio. Trata-se de uma decisão de Estado, construída ao longo de anos, envolvendo diferentes governos, órgãos técnicos e instâncias de controle.
Confúcio Moura afirma respeitar o direito da população de Rondônia de se manifestar, questionar e cobrar resultados, e defende que o debate público seja feito com base em fatos e informações corretas, e não em versões simplificadas que distorcem o funcionamento das instituições.
Segundo o senador, Rondônia precisa de informação clara, fiscalização firme e melhorias reais na BR-364. Seu compromisso, reforça, sempre foi com a segurança de quem trafega pela rodovia, com o uso responsável do dinheiro público e com o interesse coletivo.
A concessão entra agora em uma nova fase, que deve ser acompanhada de perto pela sociedade, pelos órgãos de controle e pela classe política, para garantir que os investimentos previstos se transformem em benefícios concretos para quem vive, trabalha e produz em Rondônia.
Assessoria
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