PT pede Pix com meta de R$ 7 milhões para quitar despesas de campanha

PUBLICADO EM: novembro 08, 2026
© Getty Images


O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou uma campanha de arrecadação pela internet com o objetivo de reunir R$ 7 milhões para pagar despesas relacionadas à disputa eleitoral de 2026. Após a vitória no segundo turno presidencial, a legenda passou a solicitar contribuições por Pix de R$ 13, valor que faz referência ao número utilizado pelo partido nas urnas. A iniciativa busca arrecadar recursos para que a sigla consiga fechar as contas da campanha.


A mobilização retoma uma estratégia de financiamento coletivo utilizada pelo PT e por outros candidatos durante o período eleitoral. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha presidencial de Lula teve um custo de R$ 93 milhões, abaixo do limite de R$ 133 milhões estabelecido para a disputa. Ao todo, a candidatura arrecadou aproximadamente R$ 129 milhões.

Desse montante, R$ 123 milhões vieram dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha destinados ao PT. Neste ano, a legenda recebeu R$ 615 milhões do fundo eleitoral, ficando com a segunda maior quantia, atrás apenas do PL, que obteve R$ 881 milhões.

Outras fontes também contribuíram para financiar a campanha de Lula. Cerca de R$ 1,3 milhão teve origem no fundo partidário comum do PT, enquanto R$ 4,1 milhões foram arrecadados por meio de doações de apoiadores diretamente à conta da candidatura, com registros no TSE.

Vaquinhas virtuais já foram utilizadas em outras eleições


A Justiça Eleitoral permite campanhas de financiamento coletivo desde 2017. O mecanismo foi utilizado nas eleições de 2018, quando Lula teve sua candidatura barrada e conseguiu arrecadar R$ 1,5 milhão. Em 2022, a estratégia voltou a ser adotada, resultando em R$ 6,8 milhões em contribuições.

Nas eleições deste ano, outros candidatos também recorreram às vaquinhas para ampliar os recursos disponíveis para suas campanhas. Renan Santos, do Missão, recebeu R$ 2,5 milhões de 37.810 doadores.

Já Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula na disputa presidencial, havia reunido R$ 1,26 milhão de aproximadamente 20,5 mil apoiadores, mas interrompeu a campanha de arrecadação depois da derrota eleitoral.

Outros concorrentes também utilizaram o financiamento coletivo, mas tiveram resultados menores. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) arrecadou R$ 8,1 mil, enquanto Augusto Cury (Avante), escritor e psiquiatra, recebeu R$ 13,5 mil. Samara Martins (UP), por sua vez, conseguiu reunir R$ 90,6 mil em doações.

Leia Também