Para o artista de Porto Velho, o convite teve um significado especial: a oportunidade de apresentar sua arte em outro país. Ao agradecer à Câmara de Turismo, Febres destacou também a acolhida que os três artistas receberam no Peru.
Um painel a três mãos
Ao apresentar o painel, Febres começou pelo trabalho dos colegas. Luciano já fazia os primeiros traços. Léo desenharia em outra parte da composição, e o artista de Rondônia se preparava para iniciar seu esboço.
“Meu parceiro Luciano já começou a rabiscar ali, já. O Léo vai rabiscar aqui e eu já vou começar no esboço aqui”, contou.
A fala tem o tom de quem convida o público a chegar mais perto. Em poucos segundos, Febres identifica os parceiros, situa cada um na obra e mostra uma etapa que costuma passar despercebida para quem vê um mural pronto: o momento em que três artistas começam a dividir a mesma superfície.
Febres mostra como a tecnologia entra no desenho
Uma das contribuições de Febres foi o uso do aplicativo SketchAR como apoio à projeção do desenho no painel. Segundo o artista, a demonstração despertou a curiosidade de quem acompanhava a intervenção. Além de ver os traços surgirem, o público pôde conhecer uma ferramenta que ele incorporou ao seu processo de criação.
O encontro entre artistas em torno de uma mesma obra também faz parte da história cultural da cidade que Febres apresentou ao público peruano. Em Porto Velho, o Encontro de Grafiteiros da Região Norte teve como proposta reunir artistas para pintar os viadutos da capital.
No Peru, Febres levou essa referência à sua cidade já nas primeiras palavras. E, ao registrar o trabalho, deu visibilidade tanto à própria contribuição quanto à de Luciano e Léo. Quem quiser conhecer melhor o traço do artista para além da colaboração em Madre de Dios pode conferir outros trabalhos em seu perfil no Instagram.

