Caso Dalto: acusados de matar empresário e esconder corpo vão a julgamento
PUBLICADO EM: outubro 15, 2026
O julgamento dos três acusados de envolvimento na morte do empresário Edson Nascimento Dalto começou nesta quinta-feira (15) e deve seguir até sexta-feira (16), no Fórum de Porto Velho. Os réus respondem por crimes relacionados ao homicídio e à ocultação do corpo da vítima.
Estão no banco dos réus Daniel Barroso de Souza, William Borges Costa e Jucelainy Coelho de Araújo. O julgamento havia sido marcado inicialmente para maio deste ano, mas foi adiado após a mudança da equipe de advogados dos acusados.
Segundo as investigações policiais e a denúncia do Ministério Público, Edson Dalto foi morto em uma propriedade rural no distrito de Triunfo, em Candeias do Jamari, em Rondônia. A apuração foi conduzida por agentes da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Contra o Patrimônio, sob o comando do delegado Daniel Braga.
De acordo com a acusação, o empresário teria sido agredido após desentendimentos com os envolvidos. As agressões teriam incluído golpes com objetos, entre eles uma colher de pau.
Após o crime, o corpo teria sido transportado e jogado nas águas de um rio na região de Candeias do Jamari. O veículo da vítima foi encontrado em outro local, fato que contribuiu para o avanço das investigações.
Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa respondem por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
Já Jucelainy Coelho de Araújo, esposa de Daniel, responde por ocultação de cadáver. Conforme a denúncia, ela teria ajudado a esconder o corpo do empresário após o homicídio.
Em agosto de 2025, a Justiça decidiu que havia indícios suficientes para submeter os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão de pronúncia não representa condenação, cabendo aos jurados decidir sobre a responsabilidade dos réus.
Durante as sessões, estão previstas a oitiva de testemunhas, os interrogatórios dos acusados e os debates entre acusação e defesa. Ao final, o conselho de sentença deverá votar os quesitos apresentados pela Justiça.
O caso ganhou repercussão em Rondônia após o desaparecimento do empresário e as buscas realizadas pelas autoridades em maio de 2024.
