Uma mulher de 55 anos morreu na UTI do Hospital Regional de Vilhena após sofrer uma grave complicação neurológica. Diante da confirmação de morte encefálica, a família decidiu autorizar a doação dos órgãos, em um gesto que pode ajudar a salvar até oito vidas.
Mari Jane Santina Correa trabalhava no Sindicato Rural e também era integrante do Conselho Municipal de Saúde. Segundo familiares, ela havia sido internada após sofrer uma queda de árvore e apresentado uma lesão na coluna. Inicialmente, o caso seria tratado com uma cirurgia.
Por precaução, Mari Jane permaneceu na UTI para acompanhamento médico. No domingo pela manhã, segundo o filho, Luiz Gustavo, ela estava bem e conversava normalmente. Pouco depois, porém, sofreu uma forte dor de cabeça e desmaiou.
Ela precisou ser intubada e passou por exames de urgência. Apesar dos esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para morte encefálica.
Após a confirmação, a família autorizou a doação dos órgãos. A equipe da CIHDOTT do Hospital Regional de Vilhena realizou o acolhimento dos familiares e iniciou o processo junto à Central Estadual de Transplantes.
Uma equipe especializada de Porto Velho e Cacoal foi até Vilhena para realizar a captação dos órgãos. Todo o procedimento seguiu os protocolos do Sistema Nacional de Transplantes.
O caso reforça a importância da doação de órgãos. Segundo as informações divulgadas pelo hospital, cada doador pode beneficiar até oito pessoas que aguardam por um transplante.
A família de Mari Jane, mesmo diante da perda, decidiu transformar o momento de dor em esperança para outras pessoas. Para ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara a vontade de doar os órgãos.

