Jovem de 21 anos grávida de 8 meses é torturada, morta a facadas e tem bebê arrancado do útero
PUBLICADO EM: julho 27, 2026
Um crime bárbaro está chocando as redes sociais na Colômbia e em todo o mundo, uma jovem identificada como María Camila Potosí, de 21 anos, grávida de oito meses, foi encontrada morta na cidade de Cali na semana passada, dias depois de ser dada como desaparecida pela própria família. Segundo as autoridades, o bebê que ela esperava, que se chamaria Alahia, foi retirado do corpo da vítima.
Tudo começou no dia 16 de julho, quando María foi vista pela última vez com vida, na garupa de uma moto conduzida por uma mulher. Imagens de câmeras de segurança das ruas registraram o momento. Antes de subir no veículo, ela havia enviado uma mensagem à cunhada dizendo que precisava confirmar um exame agendado para aquele dia. O pai da vítima, Alexander Potosí, contou à imprensa local que a mulher que dirigia a moto teria conhecido a filha em um programa voltado para gestantes. "Aparentemente, tudo foi planejado. Ela a tirou de casa, e foi lá que minha filha foi parar. Não sabíamos quem ela era", relatou.
Quatro dias depois, em 20 de julho, o corpo de María foi localizado a cerca de seis quilômetros de sua casa, na vila de La Buitrera, com sinais evidentes de tortura. Diante da repercussão do caso, o prefeito de Cali, Alejandro Eder, anunciou o aumento da recompensa por informações que levem à captura dos responsáveis, que passou a mais de 100 milhões de pesos colombianos, cerca de R$ 29 mil. "Lamentamos profundamente esta perda que hoje traz tristeza à sua família e entes queridos, e expressamos nossa total solidariedade a eles", declarou o prefeito.
O caso ganhou ainda mais repercussão com o depoimento de Carlos Rincón, ex-companheiro da mulher suspeita de ter conduzido a moto. Ele contou à emissora RCN Notícias que já havia denunciado a ex-parceira por ameaças contra familiares antes mesmo de as imagens de segurança virem à tona. Segundo Rincón, ao confrontá-la sobre o paradeiro de María após ver as gravações, ela não admitiu qualquer envolvimento no crime. Ele relatou ainda que havia sido enganado por ela, que simulou estar grávida e chegou a gravar, com a própria família dele, um vídeo de revelação do sexo do suposto bebê, antes de alegar mais tarde ter perdido a gestação. O comandante da Polícia Metropolitana de Cali, Herbert Benavides, confirmou que a suspeita já foi indiciada e que outras pessoas, ao menos quatro, estariam envolvidas no crime, mas que ninguém havia sido preso até o momento.
*Com informações do Metrópoles