Jovem de 19 anos tetraplégica volta a mexer os braços cinco meses após tratamento experimental com polilaminina; veja vídeo
PUBLICADO EM: julho 16, 2026
Cinco meses depois de acordar no hospital sem conseguir mover braços, pernas e tronco, a jovem Júlia Magalhães, de 19 anos, voltou a mexer os braços. A evolução foi registrada em um vídeo emocionante publicado nas redes sociais durante uma sessão de fisioterapia e rapidamente viralizou. A conquista é resultado de um tratamento experimental com polilaminina, substância desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio, do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, Júlia seguia para a Barra da Tijuca em janeiro deste ano quando sofreu um grave acidente. A lesão atingiu a medula espinhal e provocou tetraplegia. Ela contou que só percebeu a dimensão do que havia acontecido quando acordou no hospital e descobriu que precisaria recomeçar a vida de uma forma completamente diferente. Na busca por alternativas, a família conheceu o trabalho da pesquisadora Tatiana Sampaio e decidiu apostar no tratamento experimental.
Em 16 de fevereiro, Júlia recebeu uma dose única de polilaminina aplicada diretamente na região lesionada da medula durante uma cirurgia. A substância é produzida a partir de uma versão modificada da laminina, proteína naturalmente presente no organismo e importante para a regeneração dos tecidos. Júlia é a quarta paciente do Rio de Janeiro e a 23ª do Brasil a receber o tratamento, que está sendo avaliado em estudo clínico autorizado pela Anvisa. O objetivo desta primeira fase é analisar a segurança da substância e compreender como ela atua no organismo.
Desde então, a rotina da jovem passou a ser de dedicação total à reabilitação. De segunda a sexta-feira, ela faz fisioterapia, exercícios de fortalecimento muscular, bicicleta elétrica, mesa ortostática e treinamento respiratório, além de acompanhamento psicológico. Segundo a fisioterapeuta Danielle Domingues, os avanços acontecem de forma gradual, mas ficam evidentes quando comparados ao estado inicial da paciente. A evolução de Júlia reforça a esperança de pessoas que vivem com lesões na medula espinhal e destaca a importância dos investimentos em pesquisa científica no Brasil.
Vídeo: @julia.mglhss e @ferraoraphaelnemer
*Com informações do Só Notícia Boa