Draco deflagra Operação contra grupo armado e crimes ambientais em RO

PUBLICADO EM: julho 17, 2026

 


A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO2), deflagrou na manhã desta sexta-feira (17) a Operação "Capão da Onça". A ação visa desarticular um grupo criminoso armado suspeito de invadir uma propriedade rural particular em Nova Brasilândia D'Oeste e cometer graves crimes ambientais.

​As equipes cumprem ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho. Ao todo, foram mobilizados mandados que miram 17 investigados e uma pessoa jurídica​

​De acordo com as investigações da DRACO2, a ocupação da área privada começou em 2021. O grupo utilizava uma associação de produtores rurais como fachada para encobrir as atividades ilícitas e se mantinha no imóvel mesmo após sucessivas decisões judiciais de reintegração de posse.

A polícia identificou uma estrutura organizada e com divisão clara de funções:

​Coordenação das ações e captação de novos ocupantes;

​Vigilância armada da área invadida;

​Comercialização irregular de lotes (loteamento clandestino).

​Crimes Ambientais Constatados

​Além do conflito agrário, a atuação do grupo gerou severos danos ao meio ambiente na região de Nova Brasilândia D'Oeste. Foram identificados indícios de:

​Supressão de vegetação nativa (desmatamento);

​Intervenção criminosa em Área de Preservação Permanente (APP);

​Extração ilegal de produtos florestais (madeira).

​Números e Cidades Alvo da Operação

​As diligências ocorrem simultaneamente em sete municípios de Rondônia:

Mandados de Busca e Apreensão18 ordens (domiciliar, pessoal e veicular)

Investigados17 pessoas físicas + 1 Pessoa Jurídica (associação)

Cidades com buscasNova Brasilândia D'Oeste, Urupá, Cacoal, Ji-Paraná, Alvorada do Oeste, Rolim de Moura e Castanheiras.j

O que está sendo apreendido: Dispositivos eletrônicos, armas de fogo, munições, valores em espécie e documentos que comprovem a venda ilegal de lotes e a organização do bando.

​​Pela complexidade e o risco de resistência armada, a operação conta com um forte aparato de segurança e fiscalização:

​Polícia Civil: Delegacias regionais e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

​Polícia Militar: Batalhões locais e Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

​Órgãos Governamentais: Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (SESDEC) e suporte técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM).



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