Cantora Juliana Bonde tem show de R$ 450 mil investigado em Rondônia
PUBLICADO EM: julho 30, 2026
O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades na contratação do show do Bonde do Forró, da cantora Juliana Bonde e do "DJ Maluco" durante as comemorações dos 97 anos de Guajará-Mirim.
O contrato foi firmado por R$ 450 mil, sem licitação, por meio de inexigibilidade. Segundo o TCE, há indícios de possível sobrepreço e outras inconsistências que precisam ser esclarecidas.
De acordo com a análise técnica, a proposta inicial da empresa responsável previa a apresentação do Bonde do Forró e de Juliana Bonde por R$ 235 mil. Posteriormente, o contrato foi alterado para R$ 450 mil com a inclusão do "DJ Maluco", resultando em um acréscimo de R$ 215 mil.
Para verificar se o valor era compatível com o mercado, o Tribunal comparou o contrato com apresentações semelhantes realizadas em outros estados. Em 2026, shows do Bonde do Forró foram contratados por R$ 185 mil, em Mato Grosso, e R$ 170 mil, em Minas Gerais. O TCE também encontrou uma proposta da própria empresa, apresentada em dezembro de 2025, no valor de R$ 235 mil para o Bonde do Forró e Juliana Bonde.
Outro ponto investigado é a contratação do "DJ Maluco". Segundo o relatório, os técnicos não localizaram referências que comprovem o valor pago pela atração de forma independente. Além disso, foram encontradas informações indicando que ele atua como produtor musical e integrante da equipe do Bonde do Forró, o que levanta dúvidas sobre a necessidade de uma contratação separada.
O relatório também destaca que o evento ocorreu em um único dia e utilizou a mesma estrutura de palco, som e iluminação para todas as apresentações, o que reforça a necessidade de esclarecer se o aumento de R$ 215 mil teve justificativa técnica e financeira.
Além do possível sobrepreço, o Tribunal vai apurar alterações no objeto do contrato, a justificativa para a contratação sem licitação e informações de que a formação principal da banda poderia ter outro compromisso na mesma data do evento, realizado em 11 de abril.
Diante dos indícios, o TCE transformou a apuração preliminar em uma fiscalização de atos e contratos. A investigação será conduzida pela Secretaria-Geral de Controle Externo, que irá verificar se houve irregularidades na contratação.
