‘Influenciador do grau’ é executado a tiros em quiosque de entregadores

PUBLICADO EM: junho 21, 2026


O influenciador digital Cauã Eduardo Custódio (20), foi morto a tiros na tarde do sábado (20), em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. O ataque ocorreu em um quiosque utilizado como ponto de apoio para entregadores por aplicativo e também deixou dois homens feridos.

Segundo a Polícia Militar, as vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e não correm risco de morte.

O crime aconteceu no bairro Ondina Vasconcelos de Oliveira, conhecido como Cidade de Deus. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um Fiat Argo de cor clara se aproxima lentamente do local onde Cauã estava sentado com amigos. O veículo para, faz uma breve manobra de marcha à ré e, em seguida, um homem encapuzado desce do banco do passageiro com uma pistola em mãos.

O suspeito caminha diretamente em direção ao influenciador e efetua diversos disparos à curta distância. A ação provoca pânico entre as pessoas que estavam no local, que tentam fugir enquanto derrubam cadeiras e mesas. Após os tiros, o criminoso retorna ao veículo e foge com apoio do motorista.


De acordo com a polícia, Cauã foi atingido por nove tiros de pistola calibre 9 milímetros e morreu no local. Outros dois homens, de 21 e 27 anos, também foram baleados durante o ataque. Mesmo feridos, eles conseguiram deixar a área antes da chegada do socorro. A perícia recolheu cápsulas e demais vestígios que poderão auxiliar na identificação dos autores.

A principal linha de investigação aponta para uma possível disputa entre grupos criminosos rivais. Conforme relato de familiares à polícia, os suspeitos seriam traficantes ligados ao bairro Belo Vale, área que mantém histórico de rivalidade com integrantes de outros grupos da cidade.

Cauã possuía duas passagens policiais por tráfico de drogas. Nas redes sociais, ele era conhecido por publicar vídeos realizando manobras de grau com motocicletas e por conteúdos que, segundo os investigadores, faziam referência à facção criminosa Comando Vermelho.

Até a última atualização do caso, nenhum dos envolvidos havia sido localizado ou preso. A Polícia Civil de Minas Gerais segue com as investigações para identificar os autores e esclarecer a motivação do homicídio.

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