O personal trainer Guilherme Henrique Bezerra Feitosa, que ganhou repercussão nacional ao denunciar as condições de trabalho enfrentadas em uma unidade da Smart Fit, em Porto Velho, conquistou uma vitória na Justiça. A rede de academias foi condenada a pagar R$ 3 mil por danos morais ao profissional, conforme decisão do 4º Juizado Especial Cível da capital.
O caso ganhou destaque em janeiro deste ano, quando Guilherme publicou um vídeo nas redes sociais explicando os motivos que o levaram a encerrar suas atividades na academia. Nas imagens, que rapidamente viralizaram, ele aparece fazendo uma refeição sentado no chão do vestiário masculino, próximo aos boxes de banho. Segundo o personal, não havia um local adequado destinado à alimentação dos profissionais na unidade.
De acordo com a ação judicial, dois dias após anunciar publicamente sua saída da academia, Guilherme foi informado sobre a rescisão imediata do contrato. A defesa alegou que o desligamento ocorreu de forma abrupta, impedindo o profissional de acessar as dependências da academia e até mesmo de comunicar seus alunos sobre o encerramento dos atendimentos.
Ao analisar o caso, o juiz José Augusto Alves Martins entendeu que, embora o contrato previsse a possibilidade de rescisão unilateral, a empresa deveria agir com boa-fé e razoabilidade. A sentença concluiu que a forma como ocorreu o desligamento configurou abuso de direito, causando constrangimentos ao profissional diante de clientes e terceiros. O pedido de indenização por lucros cessantes foi negado por falta de comprovação dos prejuízos financeiros alegados. Ainda cabe recurso da decisão.
Informações do Site EU IDEAL
