Barbeiro de Rondônia é alvo da PF por suspeita de enviar drogas pelos Correios

PUBLICADO EM: junho 11, 2026


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (111) a Operação Fio da Navalha, que investiga um suposto esquema de tráfico interestadual de drogas realizado por meio de encomendas postais enviadas a partir de Ji-Paraná. Entre os alvos da investigação está um barbeiro do município, apontado como suspeito de participação nas remessas de entorpecentes para diversos estados brasileiros.

As investigações tiveram início após a apreensão, em outubro de 2024, de encomendas contendo maconha nos Correios de Cuiabá (MT). Segundo a Polícia Federal, o material ilícito havia sido enviado de Ji-Paraná com destino à cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram outras remessas suspeitas destinadas aos estados de São Paulo, Pará, Alagoas e Minas Gerais, revelando um possível esquema de distribuição interestadual de drogas utilizando o serviço postal para tentar escapar da fiscalização.

 

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara de Garantias de Porto Velho, todos em Ji-Paraná. Em uma das ações, um dos investigados foi preso em flagrante após os policiais encontrarem entorpecentes e uma arma de fogo com numeração suprimida.

 

Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica. O preso foi encaminhado à unidade da Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.

De acordo com a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.

O nome “Fio da Navalha” faz referência à profissão exercida por um dos principais investigados e ao delicado trabalho investigativo que levou à descoberta do suposto esquema criminoso.

A Polícia Federal destacou que as investigações continuam com o objetivo de identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão da rede de distribuição de drogas que operava a partir de Ji-Paraná.

 

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