Alunos da escola onde ocorreu um ataque a tiros que resultou na morte de duas servidoras e deixou estudantes feridos, em Rio Branco, viveram momentos de pânico dentro das salas de aula. Ao ouvirem os disparos, muitos se jogaram no chão em busca de proteção.
Uma aluna de 11 anos, do sexto ano, relatou ao g1 que a professora agiu rapidamente para proteger a turma. Segundo a estudante, a docente orientou todos a se abaixarem e apagou as luzes da sala como medida de segurança.
“Quando começaram os tiros, a professora mandou a gente sentar no chão e apagou a luz. Depois chamou a gente pra entrar, sentar perto da porta, pra não entrarem”, disse.
A criança permaneceu na escola aguardando informações ao lado da mãe, que só soube do ocorrido após receber uma ligação de outra aluna.
A mulher explicou que os estudantes não podem usar celular dentro da escola sem autorização, mas, devido a um problema de saúde da filha, ela costuma portar o aparelho. Ainda assim, no momento do ataque, não conseguiu utilizá-lo.
“Porque na escola não pode ter telefone, cada aluno tem que pedir autorização para ter. Então, como a minha filha é diabética, ela tem que estar com o telefone. Só que no momento ela não conseguiu pegar, mas a colega dela estava com o telefone na cintura e conseguiu ligar para a mãe e ligar para mim”, relatou.
A mãe contou que estava trabalhando na Feira da Economia Solidária, no Centro da capital, quando recebeu a notícia e seguiu imediatamente até a escola.
“Eu vim mesmo em seguida, não demorei nem 5 minutos pra chegar. Eu vim desesperada, liguei o alerta do carro e saí buzinando até chegar aqui”, afirmou.
Após o ataque, o governo determinou a suspensão das aulas em todas as escolas estaduais por três dias.