A política deveria ser o campo da diplomacia e do serviço ao cidadão. No entanto, o que assistimos com o vereador Marcos Combate é o oposto: o uso do cargo público como palanque para a agressividade e o desrespeito institucional.
Ao xingar a imprensa de "canalha" e "corrupta" sem apresentar provas formais, o parlamentar fere o decoro e ataca a liberdade de fiscalização jornalística. O cenário é ainda mais grave quando a violência verbal se torna agressão física. Independentemente de supostas extorsões, nada justifica o uso da força física contra um jornalista ou dentro de dependências públicas. Se há crime, o caminho é a justiça, não o soco.
A pergunta que ecoa é uma só: o que falta para cassar Marcos Combate? Manter tal postura na Câmara Municipal envia a mensagem de que o detentor de mandato está acima da lei. O Conselho de Ética deve agir com rigor, pois a política não pode ser refém de quem substitui o diálogo pela barbárie.
ARTIGO DE OPINIÃO
Por André Soares
