
Alunos da Escola Cívico-Militar Getúlio Vargas, localizada na região central de Porto Velho, se recusaram a entrar nas salas de aula nesta sexta-feira (22) e permaneceram concentrados na quadra da unidade cobrando medidas concretas de segurança da direção da escola e da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
O protesto ocorre um dia após um estudante de 15 anos ser ferido com golpes de canivete dentro da instituição. Segundo relatos de colegas, o aluno apontado como autor do ataque já vinha fazendo ameaças anteriormente, sem que medidas preventivas eficazes tivessem sido adotadas pela escola
Na quadra, os estudantes exigem respostas sobre a segurança interna e garantias de que poderão frequentar as salas de aula e demais espaços da unidade sem risco de novos episódios de violência.
Em nota oficial divulgada na manhã desta quinta-feira, a Seduc informou que a situação foi rapidamente controlada pela equipe da escola, evitando um tumulto maior. A pasta afirmou ainda que a vítima recebeu atendimento médico imediato e que o caso “não foi considerado grave” pelas autoridades de saúde.
O adolescente ferido recebeu alta hospitalar e acompanhou o registro da ocorrência na delegacia. A Polícia Militar foi acionada logo após o ataque e o estudante suspeito foi apreendido em flagrante, sendo encaminhado ao Departamento de Flagrantes da Polícia Civil.
A Superintendência Regional de Educação de Porto Velho informou que acompanha o caso e presta suporte à direção da Escola Getúlio Vargas e às famílias envolvidas.
O episódio expõe um problema que a nota oficial tenta reduzir: os próprios estudantes afirmam que havia sinais prévios de ameaça. Se isso for confirmado, a discussão deixa de ser apenas sobre o ataque em si e passa a envolver possível falha preventiva da gestão escolar. E é isso que os estudantes questionam nesta manhã.
Rondoniaovivo