É de Rondônia: perito da PF em Vilhena é investigado por suposto vazamento em operação do STF

PUBLICADO EM: maio 19, 2026


A Polícia Federal investiga a conduta de um perito da corporação que teria vazado informações sobre as investigações da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes do Banco Master. A operação desta terça-feira, 19, foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, o suspeito, na condição de perito criminal federal, teria repassado a integrante da imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Operação Compliance Zero.

O jornal Correio Braziliense apurou que a acusação atesta que as informações repassadas pelo perito se referem ao contrato de R$ 129 milhões firmado pela esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci. Os dados teriam sido enviados aos jornalistas entre dezembro e janeiro deste ano. Apesar do valor total do contrato, a advogada, esposa do magistrado, teria recebido R$ 80 milhões.

Além disso, o perito, que é lotado na Delegacia da Polícia Federal em Vilhena, teria repassado o conteúdo de mensagens trocadas entre o magistrado e Daniel Vorcaro. Não há relação com o vazamento de uma gravação de áudio relacionada a uma conversa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o dono do Master, Daniel Vorcaro.

Entrevistado pelo FOLHA DO SUL ON LINE, um agente da PF que já atuou em Vilhena, disse duvidar que o perito tenha feito isso, dada a sua conduta na função, que ocupa há mais de 20 anos. Ele é casado com uma profissional liberal, de família tradicional na cidade.

A operação de hoje causa desconforto internamente na PF, pois a avaliação é de que outros vazamentos não estão sendo alvos de apuração. Além disso, colegas do perito estariam céticos sobre a possibilidade de vazamento de informações diretamente das investigações.

ESCLARECIMENTO
O Supremo ressaltou que as "medidas não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa, permanecendo preservadas a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte".

Ainda de acordo com a Corte, "a investigação, conforme delimitada desde a decisão que determinou sua instauração, destina-se à apuração da conduta de agente público que, em tese, teria violado o dever funcional de resguardar informações sigilosas".




Fonte: Correio Braziliense

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