Rondoniense morre na UPA com queimaduras pelo corpo; polícia deve investigar suposta “brincadeira” que acabou em tragédia

PUBLICADO EM: abril 27, 2026

 
Uma mulher de 31 anos, identificada como Eliene Francisca Gomes da Silva, morreu ontem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vilhena, onde tinha dado entrada com queimaduras graves pelo corpo, principalmente na região do rosto, dos braços e das axilas.
 
Na Declaração de Óbito consta como causa da morte da paciente, uma parada cardiorrespiratória decorrente das lesões provocadas pelo fogo. A família pediu que uma necrópsia fosse feita no corpo da vítima para esclarecer em que circunstâncias ela foi ferida.
 
A versão que teria sido contada pelo marido de Eliene é que as queimaduras foram causadas acidentalmente. Segundo o companheiro teria dito, a esposa jogou álcool no corpo e tentou fazer uma “brincadeira” usando um isqueiro, quando as chamas a atingiram.
 
O corpo da vítima, que trabalhava no frigorífico JBS e deixa filhos pequenos, está sendo velado em uma igreja evangélica na avenida Paraná. O sepultamento está marcado para a tarde desta segunda-feira, 27, em Vilhena.
 
Após o resultado da necropsia, a polícia deverá investigar a morte suspeita. Muitos dos amigos de Eliene desconfiam da versão de que a tragédia teria sido acidental.
 
MÃE DESCONFIA

Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE conversou com a mãe de Eliene, que foi avisada sobre o suposto acidente doméstico pelo marido dela. Ela tinha acabado de chegar de Porto Velho, para onde havia viajado para fazer exames médicos.
 
Quando a idosa chegou à UPA, a filha ainda estava consciente e contou o que tinha acontecido: ela disse que tinha mesmo jogado álcool no corpo, mas depois tomou banho e vestiu outra roupa, após se secar, acreditando que não havia mais álcool na pele.
 
Depois, usando o “binga”, que segundo a mãe nem tinha mais gás, ela teria continuado a “brincadeira” que acabou resultando na tragédia. Mesmo ouvindo o relato da boca da própria Eliene, a mãe disse a ela que não acreditava em sua explicação.
 
Na conversa com o site, a entrevistada reafirmou a convicção de que não confia no que foi dito pela filha pouco antes de morrer.
 


Fonte: Folha do Sul

Leia Também