Locutor Cowboy de Rondônia é libertado nos EUA após 44 semanas sob custódia do ICE
PUBLICADO EM: abril 27, 2026
Cowboy de Rondônia era pai do agrônomo Withor Vieira Majeski, que tinha 26 anos, quando foi morto em uma execução à bala planejada em Ouro Preto do Oeste na noite de 23 de abril de 2025, o crime aconteceu na RO-470 sentido a Vale do Paraíso. Os três réus presos vão a Júri Popular dia 23 de maio.
Após passar 44 semanas sob custódia do Departamento de Imigração dos Estados Unidos, o brasileiro Adewalter Majesky, conhecido como “Cowboy de Rondônia”, foi libertado e usou as redes sociais para agradecer o apoio recebido durante o período de detenção. Em um vídeo divulgado na manhã desta sexta-feira (24), ele destacou a fé como elemento central para enfrentar o momento difícil.
“Eu sempre digo para acreditarem em Deus que Ele vai te responder. Não foi fácil em nenhum momento, mas sempre tive fé”, afirmou.
A prisão ocorreu em meio a um período pessoal delicado. Segundo Majesky, antes de ser detido por agentes de imigração, ele ainda enfrentava o luto pela morte do filho, assassinado na cidade de Ouro Preto do Oeste, em Rondônia. Coincidentemente, o dia de sua soltura marcou exatamente um ano desde a perda.
Durante o tempo sob custódia, o brasileiro foi transferido por diferentes unidades do sistema de detenção imigratória nos Estados Unidos. Inicialmente, permaneceu em uma unidade em Plymouth, no estado de Massachusetts, onde foi detido. Posteriormente, foi transferido para um centro no Arizona e, por fim, para uma unidade na Califórnia.
No vídeo, Majesky aparece com barba e cabelos longos, explicando que, além da falta de acesso a itens básicos como lâminas de barbear em alguns centros, fez uma promessa pessoal: não cortar o cabelo ou a barba até que os responsáveis pela morte de seu filho sejam julgados e condenados.
Além do relato emocional, o brasileiro afirmou que a experiência no sistema de detenção o fez adquirir conhecimento sobre leis e processos migratórios. Segundo ele, pretende compartilhar essas informações nas redes sociais com o objetivo de orientar outros imigrantes.
O caso chama atenção para a realidade enfrentada por estrangeiros sob custódia imigratória nos Estados Unidos, especialmente em situações que envolvem transferências entre diferentes estados e longos períodos de detenção enquanto aguardam definições legais.
Com informações Braziliantimes.com