
Uma família de Vilhena enfrenta uma situação crítica de saúde e desamparo assistencial. Um adolescente de 14 anos está internado há cerca de 45 dias no Hospital Regional de Vilhena, com um quadro de osteomielite, uma infecção óssea grave. O drama familiar é agravado pelo fato de que, há seis dias, o pai do menino precisou ter a perna amputada devido à mesma patologia.
A mãe do adolescente já passou por um drama parecido no mesmo hospital em 2024, quando o outro filho, irmão gêmeo do que hoje enfrenta uma infecção, teve engessado o pé errado (LEMBRE AQUI).
Ela falou ao FOLHA DO SUL e disse que o filho não estava recebendo o tratamento adequado. Segundo ela, o principal entrave é a realização de um procedimento cirúrgico para a coleta de material ósseo, essencial para identificar a bactéria causadora da infecção e definir o antibiótico correto.
O caso apresenta contornos de maior complexidade devido à alergia do paciente ao látex. De acordo com a mãe, a equipe médica informou que a estrutura necessária para realizar a coleta com segurança não está disponível no município e alega que o Estado de Rondônia não oferece suporte suficiente para o procedimento, inclusive na rede pública da capital.
A genitora aponta uma série de falhas no acompanhamento clínico do filho. Segundo seu relato, o adolescente permaneceu mais de 30 dias sem a administração de antibióticos e não foram solicitados exames de sangue ou ressonância do pé para monitorar a evolução da infecção.
A família teme que o quadro tenha atingido a corrente sanguínea, ou mesmo que se agrave aio ponto da uma possível amputação, assim como ocorreu com o pai do garoto.
Diante da falta de resolutividade por parte do Estado, a mãe afirma que o médico responsável pela unidade concedeu alta ao paciente nesta semana. A orientação dada à família foi a realização de uma “vaquinha” para custear um exame que determine o nível de alergia do jovem ao látex, etapa necessária para tentar viabilizar, posteriormente, o procedimento de coleta de material ósseo.
“Isso tudo é um descaso do Governo do Estado com um adolescente que tem diversos problemas e precisa de tratamento urgente”, desabafou a mãe. O caso levanta questionamentos sobre a capacidade de suporte da rede estadual de saúde para pacientes com condições de alta complexidade em Vilhena.
Hoje, diante de mais uma negativa do Estado em atender o adolescente (e durante a produção desta reportagem), um médico do Hospital Regional deu alta ao garoto e aconselhou a mãe a fazer uma vaquinha para a realização do exame para definir o grau de alergia do filho ao látex, para então decidir o que fazer em relação ao procedimento de retirado do material para determinar o tipo de bactéria.
Fonte: Folha do Sul