Ela também é investigada por comercializar e utilizar medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com as investigações, a suspeita já havia sido presa anteriormente pelo mesmo crime e, desde então, utilizava tornozeleira eletrônica.
Ainda conforme apurado, Poliana realizava procedimentos estéticos sem possuir formação, autorização ou habilitação para executá-los. Além disso, se apresentava como médica para pacientes e nas redes sociais.
Na ocasião da primeira prisão, ela chegou a excluir o perfil em que se passava por médica, mas posteriormente criou uma nova conta, onde continuava com a prática. A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e teve início após denúncia registrada na Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontava irregularidades nos atendimentos realizados pela investigada.
Durante fiscalização conjunta, foram constatadas diversas infrações sanitárias, incluindo a realização de procedimentos invasivos, como aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia, que são exclusivos de profissionais médicos. Todos os procedimentos eram realizados pela suspeita.
Além disso, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem registro no Brasil e substâncias proibidas pela Anvisa, como toxina botulínica de fabricação sul-coreana, entre outros fármacos utilizados de forma irregular.
Os produtos estavam armazenados em condições inadequadas e parte deles teria sido importada ilegalmente. Mesmo após a interdição do estabelecimento pela Vigilância Sanitária, a investigada teria continuado atuando de forma clandestina, retirando equipamentos do local interditado e passando a atender pacientes em outros endereços, incluindo clínicas não regularizadas.
Ela também teria tentado abrir uma nova unidade, com outro nome, no bairro Jardim Europa, na capital mato-grossense, sem autorização dos órgãos competentes. O caso segue sob investigação.
DE VILHENA
De acordo com a leitora que enviou para o FOLHA DO SUL ON LINE o link da reportagem que relata a prisão de Poliana, ela morava em Vilhena antes de se mudar para Cuiabá. Mesmo assim, ela vinha para a cidade para fazer o mesmo tipo de atendimento pelo qual foi denunciada e presa em Mato Grosso.
Fonte: Olhar Direto