BÁRBARO: Irmãos são presos por matar homem dopado e ocultar corpo em cova rasa

PUBLICADO EM: abril 26, 2026


​Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar a descobrir um cenário de horror na zona rural de Machadinho d’Oeste na noite do último sábado (25). Dois irmãos, identificados como Edson Machado da Silva e Elizângela Machado da Silva, foram presos em flagrante acusados de assassinar Otaviano de Oliveira e ocultar seu cadáver no quintal de uma residência na Linha MP47.

​Segundo o boletim de ocorrência, os suspeitos tentaram fugir logo após o crime utilizando o carro da vítima, um Fiat Uno Vivace. No entanto, o veículo sofreu uma "pane seca" (falta de combustível) e foi abandonado no trajeto. Os irmãos seguiram a pé até a Vila Tancredo Neves, onde foram localizados pela guarnição do 3º Sargento Dias consumindo bebidas alcoólicas em um bar.

​No momento da abordagem, ambos apresentavam sinais de embriaguez. Elizângela, companheira da vítima, estava extremamente exaltada e chegou a desacatar os policiais com ofensas durante a condução.

​​Após contradições iniciais, Edson acabou confessando a participação no crime. Ele revelou que a irmã teria dopado Otaviano com o medicamento clonazepam na noite de sexta-feira (24). Enquanto a vítima dormia sob efeito do remédio, ela teria praticado o homicídio por asfixia.

​Edson admitiu ter ajudado a irmã a cavar uma cova rasa na propriedade e a esconder o corpo sob entulhos, eletrodomésticos velhos e ferragens para evitar que vizinhos ou autoridades notassem a terra mexida.

​A equipe da Politec e agentes do SEVIC da Polícia Civil realizaram a exumação do corpo. Em uma análise preliminar, não foram encontradas marcas de tiros ou facadas, o que reforça a hipótese de morte por asfixia ou meio mecânico, conforme relatado por um dos suspeitos.

​No local, os militares apreenderam:

​Um frasco de clonazepam (utilizado para dopar a vítima);

​Ferramentas de escavação (pás e enxadas);

​O veículo da vítima e aparelhos celulares.

​​Os irmãos receberam voz de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e desacato. Eles foram encaminhados à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) e permanecem à disposição da Justiça. O corpo de Otaviano foi removido pela funerária de plantão após os trabalhos periciais.

​A Polícia Militar destacou que a agilidade na averiguação da denúncia foi crucial para evitar que os suspeitos desaparecessem e para garantir a preservação das provas materiais no local do crime.


Rondoniaovivo

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