Adolescente aciona a polícia e denuncia que vem sendo abusada sexualmente pelo padrasto de 69 anos

PUBLICADO EM: abril 17, 2026



Na noite de ontem, uma guarnição da Polícia Militar da cidade de Cerejeiras tomou conhecimento de que uma garota de 16 anos vem sofrendo abusos sexuais praticados há muito tempo contra ela pelo padrasto, um homem de quase 70 anos.

A vítima contou aos policiais que a violência contra ela começou ainda no Estado de São Paulo, onde sua família morava na época. Uma das primeiras investidas do ancião aconteceu quando a mãe da menina pediu para que ela fosse buscar um objeto em um veículo.
 
O padrasto se ofereceu para acompanhar a criança na ocasião, e depois a agarrou por trás, segurando-a pela cintura e se esfregando de maneira libidinosa em seu corpo ainda em formação. Na época, o acusado negou o ataque e alegou que o contato poderia ter sido causado pela porta do veículo.
 
Após essa primeira investida, o idoso continuou assediando a enteada, abraçando, se esfregando nela e dizendo frases obscenas, de conotação sexual, como “quando estou perto de você fico todo mole”. Também chegou a dizer que que tinha a vítima e sua mãe como “suas mulheres”.
 
A menina disse que denunciou à própria mãe os abusos do padrasto, mas a mulher de 42 anos alegou que ela deveria ter provas para sustentar as acusações. A garota alega que a mãe sempre teve ciência dos abusos e, ainda assim, não adotou providências para protegê-la do marido denunciado.
 
A mesma adolescente revelou que, em 2025, ao informar a situação à direção da escola pública onde estudava em Cerejeiras, o Conselho Tutelar foi acionado para investigar as denúncias. Porém, a mãe da menor voltou a alegar a necessidade de provas, levando a vítima a desistir de registrar queixa.
 
A denunciante revelou que, no início da pandemia de Covid-19, o padrasto consumou pela primeira vez uma conjunção carnal (penetração), na época em que a enteada tinha apenas 12 anos. E a prática teria se repetido várias vezes, segundo a estudante.
 
Ao contar que o idoso utilizava meios de persuasão psicológica, com frases como “isso é algo comum” e “isso só nos fortalece”, com o intuito de continuar cometendo os abusos contra ela, a menina informou que, atualmente, a violência parou, porque ela passou a resistir, porém o “velho” ainda tenta manter contato com conotação sexual por meio de conversas e atitudes inapropriadas.
 
A autora das acusações antecipou que ainda possui, em seu aparelho celular, mensagens que podem confirmar as denúncias feitas por ela. O   dispositivo eletrônico foi entregue aos policiais, que o apresentaram junto com a ocorrência.
 
Após ouvir os relatos, guarnição tentou localizar o acusado, mas não conseguiu. A equipe policial foi informada pela companheira que ele está na casa de um filho no interior de São Paulo.
 
A mãe da vítima foi conduzida e apresentada à autoridade policial de plantão para as providências cabíveis. A manina foi acompanhada pelos conselheiros tutelares de Cerejeiras.
 
 




Fonte: Folha do Sul

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