Professores de História repudiam irregularidades em concurso público da Secretaria de Educação de Rondônia

Na semana passada o FOLHA DO SUL publicou reportagem após denúncias de um grupo de candidatos que se submeteram no domingo, 8, às provas do concurso da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia. O grupo denunciou irregularidades e falta de transparência no processo de aplicação das provas.
Hoje, um novo grupo, este formado por professores de História, emitiu nota de repúdio reafirmando as denúncias feitas anteriormente, pedindo a anulação de algumas questões, expondo a insatisfação com a forma de atuação da banca que aplicou a prova. Eles também manifestaram a insegurança jurídica que as situações observadas no dia da prova provocaram nos candidatos.
A denúncia do grupo formado por 197 professores que prestaram o concurso aponta que os envelopes chegaram as salas de provas abertos. O que foge ao rito comum nos concursos que preveem que o envelope seja aberto na frente dos candidatos. “Ao vermos os gabaritos sendo manipulados sem a devida lacração, sentimos nosso direito à lisura ser violado”, diz um trecho da mensagem recebida pela redação, enviada por uma candidata de Chupinguaia que integra o grupo.
Entre tantos pontos apresentados pelos candidatos, consta também o despreparo dos fiscais, que inverteram a entrega do material, concedendo aos candidatos o gabarito antes do caderno de prova; e permitindo que eles saíssem da sala antes do início oficial da prova. “Essas ações fora das regras comuns desses eventos geraram ansiedade e desconfiança. Nós sentimos que estávamos em um ambiente de improviso, não de organização estatal”, descreve outro trecho da mensagem do grupo.
A candidata de Chupinguaia que fez a prova em Vilhena, disse que ao final da avaliação, quando questionaram sobre os envelopes que chegaram abertos, não houve abertura para o registro em ata.
O documento tornado público pelos professores de História aponta que as situações observadas geram uma grave insegurança jurídica para o concurso. O grupo lamenta que, em vez de se prepararem para a futura regência de classe, precisem despender tempo e recursos na elaboração de medidas administrativas e judiciais para assegurar a idoneidade da seleção.
Fonte: Folha do Sul Online