Maior gruta de RO tem estrutura destruída após anos de exploração irregular
PUBLICADO EM: março 31, 2026
A maior gruta de Rondônia, com cerca de 415 metros de extensão, teve parte de sua estrutura destruída durante a exploração de calcário em Pimenta Bueno, segundo o Ministério Público Federal (MPF). O caso foi levado à Justiça, e o órgão pede R$ 8 milhões por danos ambientais.
De acordo com a ação, empresas de mineração e órgãos públicos teriam responsabilidade pelos prejuízos, seja pela execução das atividades ou pela falha na fiscalização. O MPF aponta que a exploração ocorreu por anos sem estudos ambientais obrigatórios e com uso irregular de explosivos.
Perícias identificaram danos na chamada Gruta Frente de Lavra, incluindo estreitamento da entrada, marcas de perfuração e vestígios de explosões, além da presença de resíduos como TNT. Cerca de 20 metros da caverna teriam sido destruídos.
O órgão também destaca que não foi respeitada a área mínima de proteção ao redor da gruta, além da ausência de licenciamento ambiental adequado. Os impactos envolvem perdas científicas, ambientais, culturais e sociais.
Na ação, o MPF pede a recuperação da área, suspensão das atividades e proibição de novas autorizações sem estudos ambientais. O caso será analisado pela Justiça.
