Denúncia aponta assédio moral, perseguição e abuso de poder na Casa dos Conselhos em Porto Velho


Uma grave denúncia envolvendo supostas práticas de assédio moral, perseguição profissional e abuso de poder dentro da Casa dos Conselhos, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMIAS), em Porto Velho, acende um alerta sobre o ambiente de trabalho no setor público municipal.

De acordo com relatos encaminhados à reportagem, a gerente da unidade vem sendo acusada por diversos servidores de adotar uma postura considerada autoritária e persecutória dentro do ambiente profissional.

Segundo os denunciantes, as situações não são recentes e remontam a gestões anteriores da prefeitura. À época, servidores que teriam se desentendido com a gestão do setor acabaram sendo exonerados ou afastados de suas funções, o que, conforme os relatos, reforça um histórico de conflitos e instabilidade no local.

Os trabalhadores afirmam ainda que enfrentam constantes constrangimentos, pressões psicológicas e perseguições no ambiente de trabalho. Alguns servidores, inclusive, já teriam apresentado laudos médicos e psicológicos que apontam abalos emocionais relacionados às condições enfrentadas no setor.

Outro ponto grave da denúncia envolve a subgestão da unidade, que, segundo relatos, estaria realizando ligações para vigilantes com o objetivo de obter declarações favoráveis à chefia. A prática é vista pelos denunciantes como tentativa de coação e possível interferência em eventuais apurações.

Os servidores relatam que o clima dentro da Casa dos Conselhos é de medo, tensão e insegurança, prejudicando não apenas a saúde mental dos trabalhadores, mas também o funcionamento adequado dos serviços prestados à população.

A denúncia já teria sido formalmente protocolada junto à Procuradoria-Geral do Município (PGM) da Prefeitura de Porto Velho, porém, até o momento, segundo os denunciantes, não houve posicionamento público nem a adoção de medidas efetivas por parte das autoridades competentes.

Diante da gravidade das acusações, os denunciantes pedem uma apuração rigorosa e transparente, com a escuta de todos os servidores envolvidos, garantindo imparcialidade no processo investigativo. Eles também cobram medidas urgentes para assegurar um ambiente de trabalho saudável, respeitoso e alinhado aos princípios da administração pública.

A reportagem reforça que o espaço segue aberto para manifestação dos órgãos e servidores citados na denúncia.



Mídia Rondoniense