Com a filha na fila do SUS há dois anos esperando por cirurgia, mãe pede ajuda para realizar procedimento na rede particular



Luciene Rodrigues de Oliveira, ex-moradora de Vilhena, hoje residindo na cidade de Monte Negro, entrou em contato com a redação do FOLHA DO SUL ON LINE para fazer um apelo pela saúde da filha, que está há dois anos esperando para ser chamada no SUS e fazer uma cirurgia de reparação do nervo fibular, rompido em um acidente, quando Júlia, então com 7 anos, caiu sobre uma telha de zinco enquanto brincava.

O sítio onde aconteceu o acidente fica distante da área urbana de Vilhena cerca de 50 km, na BR-174, já próximo à divisa com o Estado de Mato Grosso. Luciene lembra que realizou os cuidados de limpeza e curativos para não infeccionar o ferimento.

Mas, depois de alguns dias, percebeu que a menina tinha dificuldade para andar. Preocupada, pegou carona no ônibus escolar e veio com Júlia para Vilhena. Na UBS, o médico que atendeu a criança recomendou a realização de um exame de ressonância magnética.

Luciene, que havia perdido o filho de 18 anos dois meses antes, vítima de um problema que começou como uma gripe e que evoluiu, entre idas e vindas da UPA, para uma infecção generalizada. Durante o período que acompanhou Gustavo em seu tratamento, a família contou com a ajuda dos vilhenenses que contribuíram das formas mais diversas, seja financeiramente, com doações alimentos, ou orações.

Ainda em choque pela partida do filho, perda que a fez mudar da cidade para o sítio, e sem nenhuma condição de pagar pelo exame, Luciene lembra que uma amiga que conseguiu com um político o valor para a realização do procedimento.

A ressonância confirmou o rompimento do nervo e o médico indicou urgência na realização da cirurgia. Dois anos depois, Júlia ainda aguarda ser chamada.

Nesse tempo, a família se mudou para Monte Negro, e a situação de Júlia se agravou. Luciene conta que a menina usa uma prótese que a ajuda a andar, mas o equipamento se desgastou pelo tempo de uso. “Ela está perdendo os movimentos e não consegue erguer o pé sem ajuda. Ela não tem sensibilidade no pé”, narrou Luciene que lembrou que Júlia faz sessões de fisioterapia para minimizar o problema.

Mas a esperança que Júlia volte a ter os movimentos da perna é a cirurgia reparadora. Luciene encontrou um médico na capital que realiza a cirurgia. Ela contou que chegou a agendar o procedimento para dezembro, mas infelizmente, mesmo fazendo uma rifa, não conseguiu juntar os R$ 7.500,00 necessários para o procedimento.

Por isso ela entrou em contato com a redação do FOLHA DO SUL, para pedir ajuda para que a família consiga o valor necessário para a realização da cirurgia.

Quem puder ajudar com qualquer valor pode fazer a doação via Pix, usando a chave 000.009.742-00, cuja conta está no nome de Luciene Rodrigues de Oliveira.


Fonte: Folha do Sul