Ameaça contra criança de 4 anos surge em meio a investigação policial



Um conflito comercial investigado pela polícia ganhou novos desdobramentos após denúncias de ameaças envolvendo uma criança de quatro anos. O caso veio à tona durante as investigações da Operação Agro-Fantasma, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso no município de Comodoro, localizado a cerca de 110 quilômetros de Vilhena.

Um dos investigados, o empresário Pedro Henrique Cardoso, representante da empresa Imaculada Agronegócios, afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que ele e sua família vêm recebendo ameaças graves durante o desenrolar da disputa comercial.

Segundo o empresário, uma das ameaças teria sido direcionada a uma criança de quatro anos. “Eu mastigo o coração dela”, teria dito o produtor rural Silvano dos Santos, apontado como a principal vítima do inquérito policial.

Disputa comercial

De acordo com Pedro Henrique Cardoso, o conflito teria começado em 2025 durante uma parceria comercial estimada em cerca de R$ 35 milhões envolvendo a negociação de grãos. Ele afirma que o problema teria sido causado por um erro de precificação nas transações.

O empresário declarou que tentou apresentar garantias patrimoniais para solucionar o impasse financeiro. Segundo ele, os bens oferecidos ultrapassariam R$ 150 milhões, incluindo a devolução de uma aeronave envolvida no negócio.

Medida protetiva

Ainda segundo o empresário, a Justiça concedeu uma medida protetiva em favor dele e de seus familiares diante das ameaças relatadas. Em publicação nas redes sociais, Cardoso afirmou que decidiu se manifestar publicamente por considerar que o conflito extrapolou a esfera comercial.

Operação Agro-Fantasma


A Operação Agro-Fantasma investiga um suposto esquema de estelionato que pode ter causado prejuízo estimado em até R$ 70 milhões a produtores rurais.

Conforme informações da Polícia Civil de Mato Grosso, o grupo investigado é suspeito de utilizar empresas como Imaculada Agronegócios e Santa Felicidade Agro Indústria para adquirir grãos a prazo e revendê-los à vista, deixando de efetuar o pagamento aos fornecedores após ganhar credibilidade no mercado.

Entre os investigados estão Pedro Henrique Cardoso, Mário Sérgio Cometki Assis e Sergio Pereira Assis.

Durante as diligências realizadas nas cidades de Cuiabá e Campo Grande, os policiais apreenderam bens de alto valor, incluindo uma aeronave avaliada em cerca de R$ 5,8 milhões, veículos de luxo das marcas Porsche e Dodge Ram e aproximadamente 6.300 dólares.


Denúncia de produtor rural

O produtor Silvano dos Santos registrou boletim de ocorrência relatando que teria sofrido prejuízo aproximado de R$ 70 milhões após negociações envolvendo venda de soja.

Segundo o registro policial, as primeiras operações comerciais ocorreram com valores menores e foram pagas normalmente, o que teria gerado confiança entre as partes. Posteriormente, o produtor afirma que passou a adquirir grãos de terceiros em seu próprio nome para revenda ao grupo investigado.

De acordo com a denúncia, os pagamentos teriam sido interrompidos a partir de dezembro de 2025, quando parcelas de maior valor começaram a vencer.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Mato Grosso, que apura as circunstâncias das transações comerciais, a existência de possíveis vítimas e eventuais responsabilidades criminais no caso.




Fonte: Rondoniaovivo