
Um morador denunciou à polícia um suposto golpe imobiliário que teria causado prejuízo de R$ 25 mil, envolvendo a venda fraudulenta de uma casa no Cristal da Calama.
De acordo com o relato do morador, ele negociou a compra do imóvel após receber documentação que aparentava estar regular, porém, antes de fechar o negócio, conferiu dados no Banco e verificou CPF, declaração e outros registros que, aparentemente, estavam corretos e válidos.
O morador afirmou ainda que possui uma procuração original registrada em cartório em nome da suposta proprietária do imóvel, o que reforçou sua confiança na negociação. No entanto, após o pagamento, surgiram indícios de que documentos teriam sido falsificados, incluindo assinatura atribuída a gerente geral do banco e declarações ligadas a programas habitacionais.
A vítima informou que pretende procurar novamente a instituição financeira para esclarecer como os documentos teriam sido validados.
Segundo o boletim de ocorrência, o casal suspeito identificado como R.S. e M.L. teria alugado a residência por 15 dias e, nesse período, passado a negociá-la como se fosse de propriedade deles.
A vítima contou que esteve pessoalmente no imóvel, conversou com o casal e recebeu a chave junto com a documentação apresentada. No entanto, ao retornar mais tarde à casa, percebeu que a chave não abria o portão.
Desconfiado, ele entrou no imóvel para verificar a situação e conversou com vizinhos. Um deles afirmou que a casa estava apenas alugada e entrou em contato com o verdadeiro responsável pelo imóvel.
Pouco depois, outro homem apareceu no local dizendo que também havia “comprado” a casa no dia anterior e que havia trocado os cadeados por haver objetos dentro da residência. Foi nesse momento que o morador percebeu que eles foram enganados.
De acordo com a denúncia, o casal estaria alugando imóveis no Cristal da Calama, falsificando documentos e revendendo as casas como se fossem proprietários legítimos. A suspeita é de que outras pessoas possam ter sido vítimas do mesmo golpe.
O caso foi registrado e a Polícia Civil deve investigar possíveis crimes de estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso.
A orientação é que interessados em comprar imóveis verifiquem a matrícula atualizada no cartório de registro de imóveis, confirmem a titularidade diretamente com o proprietário legal e desconfiem de negociações com pressa excessiva ou valores muito abaixo do mercado.
A Polícia Civil irá investigar o caso.