Igreja se pronuncia após morte de adolescente


Uma adolescente de 16 anos morreu em uma chácara no bairro Jardim Santana, em Porto Velho, e o pai, a madrasta e a avó foram presos suspeitos de envolvimento no crime. Eles são investigados por maus-tratos, omissão de socorro e tortura.

Inicialmente, o pai afirmou que a filha estava desaparecida há cerca de três meses e que teria retornado para casa com diversos ferimentos. Depois, mudou a versão e confessou que mantinha a jovem amarrada à cama com fios elétricos durante a noite, soltando-a apenas pela manhã. Ele também admitiu que a adolescente estava em cárcere privado havia aproximadamente dois meses.

A perícia identificou lesões graves pelo corpo, incluindo ferimentos com exposição óssea, o que indicava que a vítima não tinha condições de se locomover. Após os procedimentos no local, os três suspeitos foram encaminhados ao Departamento de Flagrantes e permanecem à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.

Após a repercussão e a circulação, nas redes sociais, de vídeos em que a adolescente aparece cantando em cultos, a Casa de Oração Missionária de Jesus Cristo divulgou nota oficial.
No comunicado, a instituição informou que a família participou de apenas dois cultos, no mês de setembro do ano passado, como visitante. Segundo a igreja, não houve vínculo religioso, ministerial ou administrativo com os envolvidos, que nunca integraram oficialmente a congregação.

A direção também destacou que a divulgação de imagens antigas tem gerado associação indevida entre a igreja e o caso investigado, reforçando que não há qualquer relação institucional com os fatos apurados pelas autoridades.


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