A delegada Leisaloma, responsável pelas investigações, afirmou durante coletiva de imprensa que não há qualquer comprovação de relacionamento amoroso entre a professora Juliana Santiago e o acusado pelo crime ocorrido dentro de uma faculdade em Porto Velho.
Segundo a Polícia Civil, a versão apresentada informalmente pelo investigado no momento da prisão não se sustenta diante das provas técnicas reunidas no inquérito. As investigações apontam que a professora sempre impôs limites claros, restringindo a relação ao ambiente acadêmico e deixando evidente que qualquer aproximação além disso era inadequada e proibida pelas normas da instituição.
A delegada destacou que o acusado tentou diversas vezes se aproximar da professora de forma insistente, extrapolando a relação professor-aluno. Mensagens analisadas pela polícia indicam que ele demonstrava ciúmes e frustração após não ser correspondido, especialmente depois de a vítima publicar uma foto com o namorado em redes sociais.
Outra informação esclarecida pela Polícia Civil é que não procede a versão de que o crime teria sido motivado por nota baixa ou reprovação. O histórico acadêmico do aluno foi anexado ao inquérito e não aponta qualquer prejuízo causado pela professora.
De acordo com Leisaloma, a motivação que vem sendo trabalhada é a não aceitação da rejeição, caracterizada por sentimento de posse e incapacidade de lidar com o “não”. A delegada reforçou que, para a configuração de feminicídio, não é necessário que exista relacionamento amoroso, bastando que a violência seja motivada por gênero e contexto de dominação.
A Polícia Civil segue com as investigações, analisando imagens de câmeras de segurança e outros elementos técnicos, e não descarta a hipótese de crime premeditado. O inquérito está em fase avançada e será encaminhado à Justiça com base nas provas reunidas.
