Um vídeo postado por Rodrigo Rodrigues (@rodrigo_jaru), identificado em uma conta no Instagram como assessor do deputado federal Lúcio Mosquini, virou assunto entre motoristas que trafegam pela BR-364, especialmente no trecho de Rondônia onde a cobrança de pedágios está prestes a entrar em operação, a partir do próximo dia 12 (segunda-feira).
O conteúdo, compartilhado em formato de reel com orientações sobre como “escapar” dos pedágios, acumulou visualizações e comentários nas redes sociais. Mas também levantou uma série de dúvidas e críticas sobre a legalidade e os riscos de seguir esse tipo de dica.
“Galera que ta criticando, o cara deu um dica, não uma ordem. Ou você paga o pedágio ou vai pro desvio e pronto”, apontou um internauta.
“Economia no pedágio e gasto em combustível”, ponderou um outro perfil. Veja o vídeo no Instagram:
Detalhes O trecho entre Porto Velho e Vilhena passou por um processo de concessão que inclui a instalação de até sete praças de pedágio, parte de um projeto chamado Rota Agro Norte que renovou a rodovia e permitirá, em breve, a cobrança de tarifas ao longo deste corredor essencial para o transporte de cargas e passageiros no Oeste brasileiro.
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O vídeo em questão (que tem circulado com curiosidade e debate) sugere alternativas para “evitar pagar pedágio” mesmo com a cobrança se aproximando.
No entanto, especialistas em trânsito e autoridades lembram que desviar de pedágio pode configurar evasão de cobrança, com penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, incluindo multa e pontos na carteira, especialmente no novo modelo de pedágio eletrônico sem cancela (“free flow”) que está sendo implementado.
Com o sistema free flow, não existe a cancela física que obriga a parada. A passagem é registrada eletronicamente por sensores que leem a identificação do veículo, e o motorista tem um prazo para regularizar o pagamento.
Ignorar ou tentar contornar esse registro não só não impede a cobrança como também pode gerar multa automática, conforme analisam especialistas do setor.
Além do aspecto legal, há considerações práticas: alternativas de rotas (muitas vezes citadas nas redes sociais) podem envolver estradas secundárias que são mais longas, menos seguras e em péssimas condições de tráfego, algo que agrava o desgaste do veículo, aumenta o tempo de viagem e pode inclusive elevar o risco de acidentes. Especialistas em logística de transporte alertam que a economia no bolso pode se transformar em prejuízo no tempo e na segurança da viagem.
Enquanto isso, concessionárias e órgãos de trânsito intensificam campanhas de comunicação sobre como funciona o novo sistema de cobrança e quais são as formas corretas de pagamento (seja por meio de aplicativos oficiais, tags eletrônicas ou plataformas de regularização posterior) para evitar surpresas e penalidades.
No fim das contas, a promessa de “escapar” de pedágios se espalha como truque nas telas, mas esbarra na realidade das leis de trânsito, na tecnologia adotada e na necessidade de segurança jurídica e viária de quem trafega pela BR-364.
A dica mais segura para quem roda pelo trecho: informar-se conosco, planejar o pagamento e evitar que a economia momentânea vire uma dor de cabeça maior na estrada.
Fonte: Jornal Rondoniavip
