Centenas de venezuelanos tomaram as ruas de Santiago, no Chile, em manifestações de apoio a captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro. Uma intervenção militar executada pelos Estados Unidos na Venezuela, neste sábado (3), culminou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Sob os gritos de "Obrigado, Chile", uma multidão de venezuelanos fecharam as ruas da capital chilena. Com bandeiras e camisetas que remetem as cores da bandeira da Venezuela, opositores ao regime chavista comemoraram a captura do ditador Nicolás Maduro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu sinal verde "há alguns dias" para a captura de Nicolás Maduro. A missão foi executada pela Força Delta do Exército, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.
A localização do presidente venezuelano foi rastreada pela CIA, à qual Trump havia autorizado atividades secretas dentro da Venezuela alguns meses antes. Maduro foi preso para ser julgado nos Estados Unidos, segundo um senador republicano que afirma ter conversado com o secretário de Estado, Marco Rubio.
O que se sabe sobre ataque
A operação, iniciada por volta das 3h (horário de Brasília), atingiu a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo o governo americano, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do território venezuelano em uma ação conjunta envolvendo tropas de elite e a polícia dos EUA.
Testemunhas e equipes jornalísticas relataram explosões, colunas de fumaça e o som de aeronaves sobrevoando a capital venezuelana por aproximadamente 90 minutos. Moradores de cidades costeiras descreveram o céu ficando vermelho e o solo tremendo durante as explosões.
Diversas áreas de Caracas sofreram interrupção no fornecimento de energia elétrica logo após o início dos bombardeios.
Paralelamente aos ataques, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA proibiu que aeronaves americanas operem no espaço aéreo da Venezuela, citando riscos de segurança associados à atividade militar em curso.
Fonte: CNN
