Secretário de Saúde de Vilhena se manifesta após materiais hospitalares, documentos e criança serem encontrados em boca de fumo



Na madrugada desta quinta-feira, 8, um enfermeiro de 25 anos foi preso no Bairro Cohab, em Vilhena, após drogas, medicamentos e materiais hospitalares serem encontrados em sua casa, onde também estava uma garotinha de apenas 7 anos, desacompanhada dos pais.

Tudo começou quando um veículo VW Gol com três pessoas a bordo saiu da residência que sofreu a batida policial. Ao perceber a viatura, um dos ocupantes do veículo atirou pela janela um invólucro contendo porções de cocaína. Um dos suspeitos disse ter comprado o entorpecente na residência investigada por R$ 50,00.

Ao ir até o imóvel suspeito, onde encontraram algumas pessoas consumindo cocaína, os militares foram recebidos por um homem que dizia ser o dono da residência, e autorizou a guarnição a entrar. Já na sala, os PMs sentiram um forte cheiro de maconha. Em seguida, localizaram mais de 50 porções de cocaína e da erva, além de um comprimido da droga sintética conhecida como Ecstasy.

Em um quarto da casa, foram achadas ampolas de medicamentos, além de materiais hospitalares, como estetoscópio, tesouras cirúrgicas, luvas, bisturis, seringas e outros. No mesmo local, a menina dormia ao lado de caixas contendo outros itens médicos.

No mesmo espaço, que aparentava estar sendo usado como uma clínica médica clandestina, os policiais recolheram uma papelada contendo, entre outras coisas, receituários, atestados e requisições de exames, além do carimbo com o nome de uma médica que atua no Hospital Regional.

O rapaz que mantinha o material em seu poder disse que, além de enfermeiro, ele ministrava aulas em uma faculdade que oferece graduação nesta área da saúde, em Vilhena. Após apresentar o número de seu registro no Conselho Regional de Enfermagem (COREN) ele argumentou que estava amparado legalmente para portar todos aqueles itens.

SEMUS VAI AGIR

O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com o secretário de Saúde de Vilhena, Wagner Borges, de ele isse que o acusado não atua em nenhuma unidade de saúde da cidade. Mas prometeu investigar a origem do material.

Caso se confirme que os produtos e a papelada (com timbres do HR e do posto de saúde Leonardo Alves de Souza, que fica no Setor 8), foram furtados em ambas as unidades, uma queixa será registrada na polícia.

Borges preferiu não se manifestar sobre a médica que teve seu nome mencionado, até por não saber qual teria sido a participação dela nos supostos desvios dos itens hospitalares.

DESFECHO

Além do enfermeiro/professor, a menina resgatada também foi apresentada na Unisp, onde o Conselho Tutelar acompanhou o registro da ocorrência. No total, foram conduzidas 8 pessoas envolvidas na abordagem policial.



Fonte: Folha do Sul