A cobrança de pedágio eletrônico na BR-364, em Rondônia, terá início no dia 12 de janeiro, após autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A medida vale para o trecho entre Porto Velho e Vilhena, administrado pela concessionária Nova 364, e foi oficializada em decisão publicada no Diário Oficial da União no fim de dezembro.
Serão sete pontos de cobrança ao longo da rodovia, operando pelo sistema Free Flow, no qual não há praças físicas de pedágio. Os veículos passam normalmente pelos pórticos e o valor é registrado de forma automática.
As tarifas foram definidas com base no Índice de Reajustamento Tarifário, que utiliza o IPCA como referência, considerando a variação acumulada entre novembro de 2023 e novembro de 2025, resultando em reajuste de 9,55%.
Para carros, caminhonetes e furgões, os valores variam conforme o trecho:
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Candeias do Jamari: R$ 5,40
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Cujubim: R$ 37,00
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Ariquemes: R$ 19,30
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Ouro Preto do Oeste: R$ 25,00
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Presidente Médici: R$ 12,50
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Pimenta Bueno: R$ 10,20
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Segundo trecho em Pimenta Bueno: R$ 35,40
O pagamento poderá ser feito pelo aplicativo ou site da Nova 364, além de totens de autoatendimento instalados ao longo da rodovia. Motoristas que utilizarem TAG eletrônica terão descontos. Motocicletas, ambulâncias, veículos oficiais e do Corpo Diplomático estarão isentos da cobrança, desde que cadastrados.
Segundo a concessionária, o sistema Free Flow traz vantagens como redução de filas, economia de tempo e combustível, menor desgaste dos veículos e diminuição da emissão de poluentes. O motorista terá até 30 dias para quitar a tarifa após a passagem. Caso contrário, poderá ser multado por evasão de pedágio, com valor de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
A Nova 364 afirma já ter investido mais de R$ 360 milhões em melhorias no trecho concedido, incluindo pavimentação, sinalização, bases operacionais, serviços de guincho, ambulâncias e ampliação do sinal 4G.
O contrato de concessão, conhecido como Rota Agro Norte, abrange 686,7 quilômetros da BR-364, passando por 10 municípios de Rondônia. A rodovia é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola do estado e de regiões do Mato Grosso. Entre as obras previstas estão duplicações, implantação de terceiras faixas e outras intervenções para aumentar a segurança e a fluidez do tráfego.
