
Um homem de 32 anos foi preso em flagrante após enviar mensagens de cunho sexual, fotografias íntimas e marcar um encontro com uma adolescente de 13 anos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O suspeito é pai de um colega de escola da vítima e iniciou o contato no início de dezembro, com um “boa tarde” que não foi respondido.
As investigações estão a cargo da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 59ª Delegacia de Polícia (Duque de Caxias). Segundo a polícia, o homem obteve os dados da adolescente a partir do celular do próprio filho e, em seguida, passou a insistir em contatos, tentando seduzi-la de diversas formas.
Para reunir provas, a mãe passou a responder às mensagens se passando pela filha. Sem saber que havia sido descoberto, o suspeito sugeriu que o encontro ocorresse quando a mãe estivesse dormindo. Em uma das conversas, escreveu: “E quando sua mãe dormir não dá”.
Ainda mantendo a conversa, a mãe fingiu aceitar a proposta e solicitou que o homem realizasse um pagamento via PIX. Após receber o comprovante do depósito, ela confirmou que o suspeito era pai de um colega de escola da filha.
“Ela o conhecia, porque já estiveram em festas de escola e de aniversário, mas ela nunca havia tido contato com ele sozinha diretamente”, disse. “É difícil como mãe, é difícil como mulher perceber que sua filha está sendo tratada como objeto sexual”.
O caso foi registrado na delegacia após a última troca de mensagens, quando o homem convidou a adolescente para ir ao cinema. No local combinado, policiais da 59ª DP efetuaram a prisão em flagrante.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito responderá pelos crimes de estupro de vulnerável e resistência. Ainda de acordo com os agentes, ao receber voz de prisão na delegacia, o homem tentou agredir policiais.
A delegada responsável pelo caso, Kelin Deost, informou que o celular do suspeito foi apreendido e que será solicitada medida cautelar para acesso aos dados, com o objetivo de verificar a existência de outras possíveis vítimas.
“É importante que os responsáveis legais por crianças e adolescentes tenham o discernimento de verificar o conteúdo que seus filhos acessam, para evitar esse tipo de delito”, afirmou.
A proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva.