Ocaso do idoso João Mariano, de 70 anos, que morreu nas águas do rio Riachuelo, na Linha 90, zona rural de Ji-Paraná (RO), teve uma reviravolta após a realização do exame de necropsia.
De acordo com o médico legista, o corpo de João Mariano não apresentava água nos pulmões nem em outras partes do organismo, o que descarta a hipótese de morte por afogamento. A avaliação aponta que o idoso teria sofrido um mal súbito, possivelmente um infarto, antes de cair no rio.
Testemunhas que presenciaram toda a situação relataram que João Mariano caiu no rio sobre um toco de madeira e seguiu descendo o curso da água sentado, sem demonstrar qualquer reação. Pessoas que estavam nas margens afirmaram ter gritado por ele diversas vezes, porém o idoso não respondia, permanecendo imóvel enquanto era levado pela correnteza por cerca de 50 metros.
Segundo os relatos, quem acompanhava a cena chegou a acreditar que João conseguiria se salvar, imaginando que ele desceria do toco mais à frente, próximo a um barranco, e nadaria até a margem, onde poderia ser resgatado. No entanto, isso não aconteceu.
Ainda conforme as testemunhas, João Mariano foi visto com os olhos abertos, porém completamente imóvel, com a água já na altura do pescoço. Após alguns instantes, ele afundou e não voltou mais à superfície.
O caso segue marcado pela comoção de familiares e moradores da região, e as conclusões do laudo pericial ajudam a esclarecer as circunstâncias da morte, afastando a possibilidade de afogamento e reforçando a hipótese de um evento cardíaco súbito. O senhor João Mariano desapareceu nas águas na sexta-feira dia 26 e seu corpo foi localizado neste domingo 28.
Fonte: Rondônia Atual
