'Resposta que esperávamos há 11 anos': diz família, após polícia encontrar ossada de jovem desaparecida


Por mais de 10 anos, a família de Joice Barros esperou por respostas sobre o desaparecimento da menina, em Vilhena (RO). O caso, que era tratado como desaparecimento, deve ser reaberto depois que a polícia identificou os ossos da jovem.

Em entrevista à Rede Amazônica, o primo da vítima relatou que a família enfrenta o luto e a tristeza. Além disso, eles aguardam pelo andamento das investigações e um "desfecho" do caso.

"São dois sentimentos: é um desfecho parcial, descobrir o que aconteceu com a Joice, resposta que esperávamos há 11 anos. Agora falta a polícia investigar para saber quem matou e fez isso com ela", conta o primo.

A família também espera finalmente velar Joice e prestar as últimas homenagens. Os ossos encontrados encontram-se em Porto Velho e serão transferidos para o município de Vilhena, onde acontecerá o velório e o sepultamento.

A ossada foi encontrada em setembro de 2023, no bairro Cidade Verde II. O exame de DNA foi feito em um laboratório forense na capital e a família de Joice foi noticiada na terça-feira (7) de que o resultado indicou que os ossos pertencem à jovem.


Joice Barros — Foto: Família/Arquivo Pessoal


Entenda o caso

Joice desapareceu no dia 18 de dezembro de 2013, após sair de casa para ir até uma festa de casamento. No entanto, a jovem, que tinha 18 anos, não compareceu a festa e nem retornou para casa.

A polícia apontou, à época, que esse é um dos casos mais misteriosos já registrados na cidade. Por anos, a polícia buscou informações mas não encontrou nada que pudesse indicar o paradeiro da jovem.

De acordo com a Policia Civil, o caso era tratado como desaparecimento e, pela falta de informações, foi arquivado por falta de evidências. Em dez anos nunca houve um suspeito.

A ossada da jovem foi encontrada em setembro de 2023, ao lado de uma corda, que indica que Joice foi amarrada, no bairro Cidade Verde II, em Vilhena. Na época em que a vítima desapareceu, o bairro não existia: a região era apenas um matagal.


Fonte: G1/RO